sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Acalmar os sentimentos não é uma forma de contê-los?
e por Quê não expressar algo que eu contenho?

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Para Ariel

Sobressai,
quase que não na medida certa.

Empurra minha base diariamente,

escala minhas costelas feito degraus que elevam ao céu.

ás vezes, senta nos meus ombros e fita o abismo infinito das costas ereta

mas logo sai voando ao pé dos nossos ouvidos frutíferos

onde a abundância é garantida.


Ao meio dia permanece nas minhas pernas,

querendo segui-lo para ama-lo também sem a sensação de nós dois.


Longe, ele está nas palmas das mãos.

Manuseio meu dia acreditando que ele possa ser o maior poema escrito por mim.


Ao nosso desejo, 10 dedos juntos é pouso livre.


Movimento conquistado por nós.

E ele sempre chega pássaro cantarolante de suas aventuras por mundos e percepções novas.

E toda noite,

sai entre meus pensamentos uma sensação de quando criança:


Tudo é AMOR.




quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Rascunhos...

E os cavalos
podem ser dragões.
A mais bela visão da alegria
é a lembrança de uma sensação
que se quer ter agora.
E o agora pode ser tanta coisa.
Ontem fui ver um filme chamado O Coração Bom,
A reviravolta da vida por meio de uma tragédia.
O agora não tem nada pra se preocupar.
Vive assobiando nas esquinas e cumprimenta com graça tímidas donzelas.
Talvez se não nos preocupássemos em "ser alguém",
seríamos o que a gente puramente gostaríamos de ser:
Felizes presentes do agora.
Presentearíamos uns aos outros todos os dias.
sem mais "ses",
nada seria mais importante do que assobiar nas esquinas e vivenciar o crescimento das crianças.
Afinal a tragédia real não precisa acontecer... ela já está acontecendo.
Acorda,
O café está pronto
e o pão tá quentinho e cheiroso
em cima da mesa.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Salve Belchior... ou coisa parecida

NA HORA DO ALMOÇO

No centro da sala,
diante da mesa,
no fundo do prato,
comida e tristeza.
A gente se olha,
se toca e se cala
E se desentende
no instante em que fala.

Cada um guarda mais o seu segredo,
sua mão fechada
sua boca aberta
seu peito deserto,
sua mão parada,
lacrada,
selada,
molhada de medo.

Pai na cabeceira: É hora do almoço.
Minha mãe me chama: É hora do almoço.
Minha irmã mais nova, negra cabeleira...
Minha avó me chama: É hora do almoço.

... E eu inda sou bem moço
pra tanta tristeza.
Deixemos de coisas,
cuidemos da vida,
senão chega a morte
ou coisa parecida,
e nos arrasta moço
sem ter visto a vida
ou coisa parecida aparecida

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sinto uma tristeza
por não saber mais o que escrever
e por estar tudo bem
e também confuso.
Vai passar.
De qualquer maneira deixo a dica de Joanna Newsome.
Youtubem-a.

http://www.youtube.com/watch?v=yW8zvWdxCHg&NR=1

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Todos os amores são pra sempre; a gente que perde a fé.

Voltar a escrever
é reatar um romance antigo.

Dar-lhe um banho de sais e ervas
e entendê-lo
e aceitá-lo
sem
duvidar
que
sua magia
é ,
mesmo na descrença,
infinita.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Mais do mesmo

Voltar,
reviver,
viver a volta;

tristeza e alegria
envolvem-se num
delicado movimento.

Ouvir a sabedoria do corpo
respirar e desejar
a si mesmo,
a força
e a
própria história.

Os lados,
Os caminhos,
as escolhas.

A simplicidade
das coisas
me causa
desejo.

Sou o mesmo
outro rio.

Margem fértil
a abundante.

Sou música
das águas.


Torno
retorno
descubro
mais
uma
Fernanda.